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Chuva ácida de um redator V ¿ O moldar da paciência
Gabriel Silveira
Em um mundo de cores insossas, quem brilha é o cinza. Desperta, recorta, embreta, entorta, cria caminho sem deixar rastros, abre clareiras entorpecidas pelo destino sem especular, sem previsão, só sábia espera, tempo-ao-tempo, visão não-turva de tudo. Não-sei-o-que o é odioso porque está Zarathustra novamente. Está Zarathustra novamente. Nem cantos de deusas nem mantos de deuses nem demônios de tantos o conformam e ele cavalga sobre santos, sobre a multidão, sobre as cabecinhas pensativas com seus mínimos probleminhas daquele não-sei-o-que odioso misturado a um fétido e interminado eu-sei-o-que mais caótico do que o primeiro. Mas tudo é dolorido no mundo de Zarathustra. Mortais choram menos do que semi-anjos inconformes. E tudo parece como antes nos ares da maldita. Tanta doçura atemporal na suavidade daqueles sons e aqui tudo trash, tudo ontem, não-depois, sim-agora. Então nada quebra-galho, tudo é escangalho, tudo é ato falho. Eu morro, me embaralho, me vou ou não ou fico ou era. E o cinza cessa insosso e a cor volta a não ser.

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3.11.04<$BlogDateHeaderDate$>

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Chuva ácida de um redator IV - No vento de Campos
Gabriel Silveir
O resto é resto só resto resto-resto funesto de longe de perto o resto é funesto de longe ou de perto sabido ou encoberto no ritmo de tantos, de Campos o Haroldo seja aqui seja lá seja aqui-acolá seja onde será onde foi e sigo traçando o caminho desconhecido até as muralhas que cobrem os campos da eternidade, cavalgando sem jeito sem rumo com rumo quase sempre levando alguém, entendendo alguém, sendo entendido por alguém. Mas sem parar vislumbro asas, contemplo minha própria fé, persigo caminhos da energia, solto pedaços de pão para que venham também vocês, venham vocês, me sigam vocês que estou rumando para as muralhas que cobrem os campos da eternidade e preciso de mais força, preciso de força para derrubar a tal impiedosa muralha. Saio sem vida, cubro-me de razão tola, tiro a poesia do peito, esta carranca do coração. Então vejo ela ela ela me vê, sei que ela me vê, que ela me sente, que ela me quer e eu a quero mas só a contemplo, por agora só a contemplo e só a prometo para o futuro, lha digo serás minha, será sim, espere e verás, mas isso tudo em silêncio, tudo em olhares, tudo em gesto de mão e olho, mão e cigarro, mão e copo e líquido piriforme. E desgosto de mim mesmo porque não a tenho e porque não sei aguardar o futuro mas fui eu quem decidi que o futuro a guarda, ou seja, eu a guardo para o futuro e o futuro não guarda nada, disguarda, revela, desmantela e eu nada sem nada perdido em críticas do nada que sou eu mesmo e me contemplo em minha medíocre crítica-vida do meu não ser um crítico-vida. E o resto é resto funesto aqui acolá longe perto sabido ou encoberto no ritmo de tantos de Campos.

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