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A verdade dói, o amor lubrifica.
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A verdade dói, o amor lubrifica.
Um boêmio me disse, mas sei, sei que a lua abandona os amanhecidos, sei que o tempo é mãe que desmama os atrasados. Sei, bem sei que o sol faz tremer o coração boêmio sem sono, o sorriso amarelo sem brilho, o olhar achatado e curto. Sei, e como não saber da verdade da vida, refugiados que são os medos em mim? Dos outros, são dourados e intermináveis os momentos de sonhos, desatinos ondulados, vagantes ou errantes, indispertos. Ah, mas o boêmio vive na escuridão alegremente sombria! Na meação dos destinos, fica com a noite que canta vida e não dorme sonhos. Um boêmio me disse e repito. Ah, vida mal dormida! Ah, baluarte dos despertos! Ah, grotesca poesia!
Por la noche sin Loa
Gabriel Silveira
Sin las colores de Orozco,
sin la muerte de Posada,
solamente la nostalgia y yo.
Una calavera se puso alerta
al otro lado del cuarto.
Hija de otros mundos, mira mis
ojos claros sin prisa, sola
en el tiempo, en el vacío,
con la misma expresión hueca
del demonio que hay olvidado
su naturaleza divina.
Yo, sereno, mato la dolor
com la lembrancia, cerro
mis oídos con la fe y sangro,
sangro mi amor por ti.
Seremos esta noche todo el día?
Seremos esta noche la vida entera?
Seremos?
Coisas acontecerão
Guilherme Póvoas
Tenho medo de saber o futuro, mas não consigo deixar as coisas acontecerem.
Tenho medo de saber o futuro e, por isso, não consigo deixar as coisas acontecerem.
Tenho medo de saber o futuro das coisas acontecerem.
Tenho medo de saber o futuro antes das coisas acontecerem num acabou.
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